O Grande Circuito – Passaporte pela atractividade cultural

A palavra do Ministro

JPEG

É a primeira vez que acontece este Grande Circuito. Suas datas não foram escolhidas por acaso: seis meses, de Janeiro a Julho de 2016, para mostrar a atractividade cultural da França. Seis meses, do fim da Cop 21 ao arranque do Euro 2016, durante os quais a França não deixou e não deixa de receber, de atrair, de surpreender o mundo inteiro.

Seis meses durante os quais se preparam as candidaturas de Paris e da França para os Jogos Olímpicos de 2024 e para a Exposição universal de 2025. A França é o primeiro destino turístico do mundo, com 85 milhões de visitantes, enquanto ela representa apenas 1% da população mundial. É igualmente o terceiro país a receber estudantes estrangeiros. A França nunca foi tão conceituada senão através a cultura. A sua cultura largamente afeiçoada por “novos chegados”, que têm por nomes Vinci, Picasso, Brook ou Kundera, mas também pela sua capacidade, ímpar, em receber as culturas do mundo. É por isso que, hoje em dia, todas as obras literárias, ou quase, estão traduzidas em francês, que todas as cinematografias estão apresentadas em língua original nas nossas salas de cinema, que os artistas plásticos estão exibidos, que os espectáculos e as músicas do mundo inteiro estão programados no nosso país e que pesquisadores, intelectuais e artistas estrangeiros sintam-se como se estivessem em casa na nossa terra ! Com uma particular atenção pelo contributo do espaço francófono por este continente tanto imaterial quanto imprescindível para o equilíbrio do planeta : a cultura. É preciso ter em mente a nossa influência em termo de soft power, o contributo das nossas indústrias culturais e criativas para o emprego, em percentagem do PIB e em porção na exportação ou o lugar das nossas empresas musicais, cinematográficas, editoriais à escala mundial. É preciso igualmente insistir na riqueza turística de nossos territórios, metrópoles e regiões, o contributo para as excelentes cifras do turismo francês de nossos sítios e paisagens classificados no património mundial da Unesco, de nossos monumentos, de nossas infra-estruturas desportivas, culturais e de nossos museus. A semelhança da viagem de iniciação realizada no Século 17 pelos jovens Ingleses na Itália para aprender as coisas do mundo, este Grande Circuito propõe uma quarentena de paragens em nosso território. Estas foram todas escolhidas pela sua contribuição por esta atractividade cultural, motor da economia e do turismo e que representa igualmente um assunto importante de nossa diplomacia de influência. Com a ajuda de uma rede de 162 embaixadas pelo mundo inteiro, e suas representações culturais, vamos dar a conhecer de forma muito alargada a agenda e o percurso deste Grande Circuito.

Laurent Fabius

O Editorial da Isabelle Huppert

JPEG

Enquanto o ano 2015 viu o nosso país e vários cidadãos, amadores de liberdade e de música, desenhadores e turistas de Paris, atingidos no seu coração, é importante lembrar que a França sem a sua cultura, não seria respeitada, amada, visitada da forma que ela está. Agradeço a todas aquelas e a todos aqueles que possibilitaram este Grande Circuito: operadores e parceiros do Ministério dos Negócios estrangeiros e do Desenvolvimento internacional, eleitos de municípios, responsáveis económicos, responsáveis de sítios, de festivais e de manifestações. Com a sua ajuda, posso proceder ao arranque oficial do Grande Circuito desejando que este encontro passa a ser um motivo suplementar para visitar e amar a França.
A imagem do nosso país no mundo está muito relacionada à importância que ele concede a sua cultura. Seu chauvinismo, e podemos ficar orgulhosos para isso, isto é o meu caso, e posso testemunhar em relação a isto como artista que há alguns anos agora, trabalha, filma, representa no exterior, viaja, visita o mundo. Quem encontra artistas, criadores, públicos do mundo inteiro que nos dizem que a França é a cultura, é uma língua, é a francofonia, uma abertura para as outras culturas, para outros idiomas, que são estes valores todos que merecem ser apoiados, defendidos. Hoje mais do que nunca.

O Grande Circuito é uma óptima iniciativa. Este apresenta a imagem de uma França aberta ao mundo. Esta França aberta faz que hoje aquilo que se chama a cultura francesa esteja igualmente feita, mais que qualquer outra, talvez, do seu amor da cultura dos outros, do seu respeito pela diversidade cultural. Podemos ficar orgulhosos destas proezas. Orgulhosos que o Vinci, o Picasso, o Brook ou o Kundera tenham escolhido vir viver e criar em França. Somos à escala mundial a mais grande livraria, como a mais grande sala de cinema, a mais grande galeria de arte, a mais grande sala de espectáculos, a mais grande terra de festivais : pois traduzimos todas as obras literárias e todos os pensamentos estrangeiros, exibimos e apresentamos o cinema do mundo inteiro, convidamos no nosso país artistas, pesquisadores e estudantes de todos os países. Este modelo cultural e educativo de abertura para o próximo, de intercâmbio, de convite e de acolhimento é antigo, mas acho imprescindível que reivindiquemos hoje contra a barbaria, contra o isolamento, contra a intolerância, o ódio.

É esta França aberta que foi atacada em 2015 no seu território, e é porque, no meu entender, este Grande Circuito leva hoje uma importância considerável. Os terroristas não se enganaram a respeito. Eles atacaram a França no seu coração, naquilo que ela tem de mais valioso. Eles alvejaram escritores, desenhadores, mentes livres em Janeiro de 2015, mas também cidadãos que praticam sua religião de forma pacífica no respeito republicano da laicidade. Estes terroristas alvejaram, em Novembro de 2015, seres humanos que gostam de se reunir na esplanada de cafés, numa sala de espectáculo, o Bataclan, para escutarem música. Eles alvejam uma juventude, eles alvejam a vida, o movimento, a escuta, o olhar. Em Paris, como em Palmyre, como no Iraque, em Mossul, em Hatra, em Nimroud, como em Túnis, no Museu do Brado, é a vida, é a humanidade, é a civilização, é a beleza, a cultura, o património e a criação, que foi assassinada.

Este Grande Circuito é por assim dizer uma óptima resposta àqueles que gostariam de nos proibirem de crer, de ser livres, de sonhar, de pensar, de desenhar, de caricaturar, de se cultivar, de aprender da nossa historia como a dos outros, de descobrir a audácia, a criação, o olhar do outro. Preparado, eu sei disso, em algumas semanas, com paixão, por todas aquelas e aqueles que dão seu contributo para isso, este Grande Circuito representa uma resposta urgente para a urgência da liberdade e da criação. E que a partir de amanhã, mais de 160 países pelo mundo conhecem daquilo o programa e que isto incentiva nossos amigos estrangeiros em continuarem a nos visitar, onde nós criamos livremente. Aí está aquilo que só pode regozijar a madrinha deste Grande Circuito que estou feliz de lançar.

Isabelle Huppert, actriz, madrinha do Grande Circuito

O Editorial do Olivier Poivre d’Arvor

JPEG

Com mais de quarenta etapas em todo o território francês, este Grande Circuito está dirigido tanto aos nossos compatriotas, para que estes compreendem o valor a escala internacional destes encontros culturais de excepção e a necessidade em velarem ao seu bom desenvolvimento, como a todos aqueles que, pelo mundo inteiro, desejam visitar a França de hoje de forma diferente.

De uma noite de ideias para festivais consagrando o livro, a banda desenhada, a arte dos jardins, a dança, o teatro, o cinema, as musicas ou as artes plásticas, mas igualmente celebrações da gastronomia, da língua francesa, recebendo escritores do mundo inteiro, oferecendo festas marítimas internacionais, desenvolvendo o turismo de memória, este Grande Circuito é ecléctico.
A França é atraente, podemos afirmá-lo !

Seis meses, de Janeiro a Julho de 2016 para nomear, através o Grande Circuito, esta atractividade cultural. Seis meses para mostrar bem concretamente que, ao contrário de cenários de decadência e de romance de um país concentrado em si mesmo, a França é ainda, pela sua cultura, no sentido mais largo da palavra, um País fortemente desejado além das nossas fronteiras, aberto ao mundo, rico de uma historia e de um património únicos, cadinho de diversidade e de criatividade. Um verdadeiro tesouro nacional, mistura da arte de viver e de liberdade de pensar e de criar.

O programa do Grande Circuito vai passar num grande número de idiomas em todos os países onde embaixadas de França e seus serviços culturais consagram uma parte da sua energia a incentivarem os estrangeiros a visitar nosso país. São portanto dezenas de milhões de pessoas nos quatro cantos do mundo que serão assim informadas da agenda e deste mapa da França, made in culture.
Num tempo muito curto, quarenta responsáveis de grandes eventos “atractivos” escolheram, opondo-se à barbaria e ao fecho identitário, aproximar-se, unir suas marcações e convidar os cidadãos do mundo inteiro a percorrerem as etapas do Grande Circuito.

Obrigado e um bom caminho para todas e para todos !

Olivier Poivre d’Arvor, Embaixador responsável da atractividade cultural da França

Atualização : 27/01/2016

Princípio da página